Poema da água

A água também nasce pequenina
- nasce gota de orvalho ou de neblina...
A água também tem a sua infância
- quando apenas riacho cantarola
brinca de roda nos redemoinhos
salta os seixos que encontra
e faz apostas de corrida - travessa -
por entre as grotas e peraus
e arranca as flores que a marginam
para engrinaldar a cabeleira solta
sobre o leito revolto das areias...
A água também tem adolescência
- sonha lagos românticos à lua
fitando os astros namorados dela
embevecida em seus olhos de ouro...
e assim sempre amorosa e sonhadora
vai tecendo e bordando - dia e noite
o seu vestido de noiva nas montanhas
e o seu véu de noivado nas cascatas...
A água também tem maturidade
- fica serena e grave em rios fundos
e num destino generoso e amigo
espalha a vida que em si mesma encerra
semeia bençãos para o grão de trigo
abre caminhos líquidos da terra
e enlaça os povos através dos mares...
A água também tem sua velhice
-e de ver-lhe os cabelos muitos brancos
onda lenta de espuma destrinçada em neve, nos ares flutuando...
A água também sofre...e quando sofre
se faz divina e vem brilhar em lágrimas
ou se reflete a dor da natureza
geme no vento trnasformada em chuva.
A água também morre...e quando seca
- e a sua morte entristece tudo :
choram-lhe, enfim na desolação,
todos os seres vivos que a rodeiam
porque ela é o seio maternal da vida
e de tal maneira ama seus filhos rudes
que muitas vezes para os salvar se deixa
ficar sem o murmúrio de uma queixa
prisioneira de poços e açudes...
Bendita seja, pois, água divina
que fecunda, consola, dessedenta, purifica,
e que, desde pequenina,
feita gota de orvalho,
mata a sede das plantas entreabertas
e prepara o festivo esplendor da primavera...
e que, nascida em píncaros da serra
vem de tão alto, procurando sempre ter
um fim de planície e de humildade
até perder, na última renúncia,
o nome de batismo de seus rios
para ficar anônima nos mares.
Raul Machado
O homem e a mulher
O homem pensa.
A mulher sonha.
Pensar é ter cérebro.
Sonhar é ter na fronte uma auréola.
O homem é um oceano.
A mulher é um lago.
O oceano tem a pérola que embeleza.
O lago tem a poesia que deslumbra.
O homem é a águia que voa.
A mulher, o rouxinol que canta.
Voar é dominar o espaço.
Cantar é conquistar a alma.
O homem tem um farol: a consciência.
A mulher tem uma estrela: a esperança.
O farol guia.
A esperança salva.
Enfim, o homem está colocado onde termina a terra.
A mulher, onde começa o céu!!!
Victor Hugo
SESSÃO SIMULTÂNEA DE CONTOS AFRO-BRASILEIROS
A sessão simultânea de contos afro-brasileiros foi uma atividade organizada com o objetivo de oferecer aos alunos a audição de vários contos afro-brasileiros e de envolver todos os professores. As obras foram contadas pelos educadores, ao mesmo tempo e em diferentes espaços: salas de aula, biblioteca. Cada estudante pode, um dia antes, escolher a historieta que queria ouvir sem saber que professor contaria esta ou aquela história. A inscrição foi realizada no corpo do cartaz que anunciava a narrativa escolhida. Todo o corpo docente da Escola Comunitária Nova Esperança esteve envolvido, desde a escolha da narração e a preparação dos cartazes até a contação. O conto Menina Bonita do laço de fita, de Ana Maria Machado, foi dramatizado e narrado por três professores e tiveram como protagonistas, também, os próprios alunos. A seguir algumas fotos do evento.
CIRANDA LITERÁRIA

As flores falantes
Era uma vez uma árvore chamada Rodolfo.
Ele tomava conta de umas flores falantes uma se chamava Natacha e outra Carolina, Elas gostavam muito de brincar com os corações que nasciam da terra.
Um dia fizeram uma venda para vender doces para as crianças e todas as crianças quando saíam da brincadeira compravam muitos doces com o dinheiro de folhas de árvores que a árvore Rodolfo dava.
Assim todas as crianças do mundo viveram felizes para sempre.
Autora: Rafaela Batista da Sena
Idade: 08 anos
Rua: Alto da Cruz
Data: 03/09/2008

O Leão Perigoso
Era uma vez um leão perigoso que vivia na floresta. Ele gostava de comer as pessoas. ele não parava de comer pessoas.
Quando ele estava comendo, a polícia veio e ele comeu dois policiais. Os outros policiais atiraram nele.
Um policial abriu a barriga dele e tirou todas as pessoas de lá de dentro. Aí todos viveram felizes para sempre.
Autor: Wesley dos Santos Ferreira
Idade: 10 anos
Rua: Vale da Nova Esperança
Data: 21/01/2008

A estrela do Céu
Era uma vez uma estrela que apareceu no céu era tão linda que brilhava. Certa noite a estrela estava triste porque uma pessoa tinha morrido, essa pessoa se chamava Michel.
Mas depois daquela noite a estrela ficou tão grande que brilhava todos os dias. Aquela estrela significava que Michel ainda não tinha morrido e significava também o nome do irmão Michel.
Autora: Eliene Dórea de Souza
Idade: 15 anos
Rua: Vale da Nova Esperança
Data: 27/05/2009








































